Guia de lisboa

O QUE FAZER EM LISBOA

Uma simples busca na Internet e logo aparecem dezenas de sites e blogues com sugestões sobre o que fazer em Lisboa. A lista que se segue é a nossa seleção muito pessoal do que adoramos fazer na nossa cidade quando nos queremos armar em turistas.

1 – Ir a um miradouro ver as vistas

Lisboa é conhecida pela cidade das Sete Colinas. São elas São Jorge, São Roque, São Vicente, Santo André, Santa Catarina, Chagas e Sant’Ana. Atualmente, pouca gente sabe os nomes das colinas, mas todos adoram as vistas que os vários miradouros da cidade proporcionam. Este, na foto em cima, é o de São Pedro de Alcântara, um dos mais conhecidos, situado mesmo junto ao Bairro Alto. Mas há muitos mais, igualmente incríveis, como o da Senhora do Monte ou o de Santa Catarina. Em qualquer deles, sente-se e simplesmente desfrute! Temos um artigo só sobre os miradouros, que pode ler. Se é a primeira vez que visita Lisboa, aconselhamos a começar por aqui, pois a vista, desde cima, dar-lhe-á logo uma ideia global da cidade e de como está dividida. Se for ao pôr do sol e levar umas bebidas, melhor!

2 – Perder-se nas ruas de Alfama

Alfama é o bairro mais antigo de Lisboa e um dos mais típicos, a par com Mouraria. Aqui nasceu o fado. Se quer conhecer o que de mais genuíno tem a capital portuguesa, tem mesmo de ir à aventura e perder-se, a pé, pelas ruas estreitas, pelos becos, pelas escadas e ladeiras de Alfama. Paradoxalmente, entrar neste bairro é sentir que deixou a cidade e entrou numa pequena aldeia. Leve os seus sentidos bem despertos, observe tudo com cuidado ao seu redor, pois Alfama encerra muitas camadas de história, ainda bem presentes nos edifícios, nos chafarizes ou nos bocados da velha muralha que vai encontrando. Apesar da turistificação dos últimos anos, Alfama ainda mantém a estrutura e o ambiente do bairro mourisco que aqui existiu durante o domínio árabe, entre o século VIII e XII. O nome Alfama vem do árabe al-hamma, que quer dizer fontes de água quente. Duas dicas a não perder: procure as Escadinhas do Terreiro do Trigo e o quadro de José Malhoa, sobre o fado, na rua de São Miguel.

3 – Fazer um passeio de tuk tuk

Não vamos negar que somos parte interessada nesta atividade. Mas pesquisem ou perguntem a quem quiserem: fazer um passeio privado de tuk tuk tornou-se, nos últimos anos, um “must do” em Lisboa. Os locais adoram experimentar e sentir-se turistas na sua própria cidade; e os de fora têm aqui uma excelente maneira de conhecer a cidade  das Sete Colinas de forma cómoda, divertida e na companhia de um guia local, repleto de histórias e sugestões para contar. E os tuk tuks, pelos menos os nossos, são 100% elétricos. Tal como a ida aos miradouros, é a atividade ideal para começar a sua aventura em Lisboa, pois dá-lhe uma perspetiva global sobre a cidade, a sua história, e o que pode fazer e visitar a seguir.

4 – Andar no elétrico 28

É verdade que, nos últimos anos, andar no elétrico 28 passou a ser sinónimo de ir esborrachado dentro de uma carruagem ou de ser assaltado por carteiristas, mas, para nós, continua a ser uma das experiências obrigatórias em Lisboa, pelo menos uma vez na vida, a par com o passeio de tuk tuk, claro! A pandemia trouxe uma nova realidade e reduziu, e muito, a afluência, pelo menos por agora; e, além disso, pode sempre escolher uma hora menos concorrida. O elétrico é um dos ícones de Lisboa, o mais tradicional dos transportes públicos, e a carreira 28 atravessa todos os bairros históricos, do Martim Moniz ao Campo de Ourique, passando pela Mouraria, Graça, Alfama, Baixa Pombalina, Chiado, Bairro Alto e Estrela. Agora imagina as subidas e descidas da cidade a serem feitas em carruagens puxadas por cavalos!? Pobres animais. Eles foram os antecessores em Lisboa dos velhinhos elétricos, que começaram a funcionar na capital portuguesa em 1901.

5 – Passear na rua Garrett

A Rua Garrett é o centro do Chiado, pólo intelectual de Lisboa desde o século XVIII. Esta encontra-se entre o Largo do Chiado e a Rua do Carmo e, apesar de não ser uma rua muito grande, aqui funde-se a Lisboa antiga, elegante e burguesa, com a modernidade, sendo ponto de encontro de locais, turistas e residentes estrangeiros. Basicamente toda a gente vem aqui para fazer compras ou só para passear. Pode ver a decoração requintada de uma antiga joalharia, visitar a Bertrand, que é a livraria mais antiga do mundo, de acordo com o Guinness World Records, ou beber um café ao lado da estátua do poeta Fernando Pessoa, na famosa A Brasileira. Sente-se nas escadas da Basílica de Nossa Senhora dos Mártires e fique a ver quem passa. Com sorte ainda assiste a um espetáculo de um dos muitos artistas de rua que param por aqui.

6 – Ir comer um pastel de Belém... a Belém

É verdade que pode encontrar este bolo típico de Lisboa em qualquer pastelaria da cidade, mas não passam todos de cópias do Pastel de Belém, originário do bairro à beira-rio com o mesmo nome, a poucos quilómetros do centro da cidade. Há um detalhe que escapa a muita gente: por ser uma marca registada, todos os outros se chamam pastéis de nata. Para nós, é absolutamente obrigatório ir provar os originais à confeitaria que herdou a receita dos monges do Mosteiro dos Jerónimos, e que funciona na rua principal de Belém desde 1837. Os seus proprietários nunca quiseram expandir a marca e isso faz com que este seja um local realmente único no mundo. À volta da pastelaria, são tantos os locais de interesse que terá sempre um bom pretexto para aqui voltar e comer mais um delicioso pastel com açúcar e canela por cima, como manda a tradição. Atenção: repare dentro da loja num antigo painel de azulejos; nele poderá perceber como era a zona de Belém antes do terramoto de 1775.

7 – Sair à noite no Bairro Alto

Assim a pandemia o permita e tem de ir sair à noite para o Bairro Alto. Desde os anos 80 do século passado que é a zona mais conhecida da noite lisboeta, com uma grande diversidade de bares, restaurantes, casas de fado e muita gente jovem, de todas as nacionalidades, a beber e a conviver na rua. Na última década, a rua cor-de-rosa, no Cais do Sodré, tirou-lhe um pouco de protagonismo, mas atualmente as duas zonas são igualmente populares na hora de procurar divertimento noturno. O Bairro Alto começou a ser construído no século XVI com as suas ruas ortogonais, estreitas e empedradas. Durante o Século XIX e até ao terceiro quartel do Século XX, situavam-se aqui os principais jornais e tipografias do país. Foi frequentado e habitado por jornalistas, escritores, artistas e estudantes, mas também lugar de tascas de marinheiros, carvoarias e lugares de má fama e prostituição. Hoje está naturalmente muito diferente, mas continua a ter uma vida e uma atmosfera muito próprias.

8 – Ir beber uma ginjinha ao Rossio

Vai ficar com as mãos todas pegajosas, mas com a cara e o coração bem quentinhos. A ginjinha é um licor feito a partir da ginja, que é um tipo de cereja, mais ácida. A bebida é, no entanto, bastante doce e, nos últimos anos, começou a beber-se em copos de chocolate. Não é o tradicional, mas em todo o lado pode escolher-se entre o copinho de shot convencional ou o de chocolate, o qual se come no final. Há ainda outra opção: com ou sem ginja no fundo. A ginjinha é a bebida mais típica de Lisboa e sugerimos que vá beber uma (ou duas ou três) ao Largo de São Domingos, junto ao Rossio. Aqui situa-se a mais antiga casa de ginjinha de Lisboa, A Ginjinha Espinheira, fundada em 1840. Ir beber uma ginjinha é todo um ritual, que neste caso concreto passa também por ficar a apreciar a envolvência muito própria do local e visitar o cénico interior do Convento de São Domingos, palco de vários incêndios e de um dramático massacre de judeus, que ficou conhecido como o Massacre de Lisboa, em 1506.

9 – Visitar um mercado municipal

O Time Out Market Lisboa é um grande espaço aberto de restauração, localizado no Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré. O conceito passa por juntar debaixo do mesmo teto os melhores chefs, restaurantes e projetos gastronómicos da capital portuguesa. Apesar de nos últimos anos se ter tornado muito turístico, continuamos a achar que é um “must go” em Lisboa. Até porque, além do ambiente cosmopolita e descontraído do local, poderá também apreciar o bonito edifício do final do século XIX e visitar ainda a parte que continua a funcionar como mercado de produtos alimentares, com as suas tradicionais bancas de mármore onde, todos os dias, se vende peixe, carnes, frutas e legumes. Se preferir algo de menor dimensão, sugerimos o mercado de Campo de Ourique ou o de Arroios.

10 – Ir almoçar a Cacilhas

Não fosse o rio Tejo, Lisboa não existiria com sua imensa história e diversidade cultural. O rio é um elemento indissociável da cidade e não há como vir a Lisboa e não desfrutar de um passeio à beira-rio. Melhor ainda atravessá-lo de barco, num típico cacilheiro. Mesmo em frente à zona histórica da cidade, vislumbra-se Cacilhas, vila piscatória pertencente ao concelho de Almada, onde abundam as esplanadas e os restaurantes de comida típica portuguesa. Portanto, vá até ao Cais do Sodré e apanhe aqui o barco para Cacilhas. Desfrute do vento a bater-lhe na cara e da vista para a cidade, para depois sentar-se, relaxadamente, a comer um peixe grelhado ou umas amêijoas à Bulhão Pato.

 

Texto publicado a 25 de abril de 2021

Parte das fotos da nossa galeria foram cedidas amavelmente por: Lisbon Lux 

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